quarta-feira,15:42

Ele tinha cheiro de perfume de farmácia,
era só o que eu conseguia pensar até ele cravar os dentes na lateral do meu quadril, e arrastar o canino pela pele que derretia em sua língua,
como eu, me esvaindo de água e ódio do seu perfume barato que parecia vir de todos os lugares.
Lambeu minha virilha, meus pelos com gosto de dia inteiro e jeans, abocanhou minha púbis, e escorreu sua língua grossa porta adentro.
Eu nem sei seu nome, pensei encharcando sua boca, que preenchia cada parte de minha boceta como um polvo,
só queria que ele fosse embora, e me comesse, e fosse embora, e enfiasse o pau inteiro no meu rabo já esfacelado pelos seus dedos sujos,
Então ele me fechou a boca com sua mão áspera e com a outra me meteu seu pau imundo até não caber nem mais uma gota do suor que lhe escorria.
Luis Cláudio, madame. Prazer.

foto: john kacere